quarta-feira, 25 de julho de 2007

O SONO DA POESIA

O SONO DA POESIA


A poesia está dormindo
Bela adormecida no verde que se espalha
sobre o relevo
nas ondas do terreno
no vale
nos montes
nos bois pastando
no córrego
numa casa de marimbondos
dorme neném

A poesia dorme
nas moitas
nas sombras que se avolumam
por baixo das copas das mangueiras
na aragem
no vento
no rio quase seco
nos raios de sol que iluminam
os golfos aquáticos

A poesia dorme
nas cinzas do fogão de um casebre
nas cancelas
nas santacruzes engalanadas
com fitas e fitilhos
nos cabelos revoltos
da menina junto à cerca
dorme neném

A poesia descansa
sobre os patos
sobre os lagos
no regaço da terra
e sobre o presságio das estradas
dorme neném

A poesia dorme serena
nos olhos da morena

A poesia dorme em paz
nos braços do rapaz

A poesia dorme sossegada
nos lábios da amada

Dorme poesia
a gente te embala

Aracaju, 06/06/2004













A POESIA VOLTOU


It comes back
com a força do sofrimento
nos momentos de doce
sweetíssima solidão
a vida vale até quarenta

PRAZO DE VALIDADE VENCIDO

Estou no piloto automático
Seja o que Deus quiser
ou não quiser

Sei lá
quem sabe é Ele

Ele sabe
Ele quer
Ele pode

Manda quem pode
Obedece quem tem Juízo Final

Aracaju, 27/05/1999

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