A BOLSA NA PAREDE
(Dedicado a Carlos Drummond de Andrade)
Olho a bolsa pendurada na parede
dentro dela um pedaço de mim
um pedaço de você
um endereço
uma escova de cabelos
um batom que não uso
e um poema de Drummond que abuso
Aracaju, 197?
quarta-feira, 25 de julho de 2007
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Um comentário:
Sabe, Tânia, eu visualizei o seu poema: a parede, a bolsa, coisas daqueles anos em que vc o escreveu... o sentimento veio junto a texturas, cheiros, impressões... não sei, mas, para mim, esse seu poemeto, de uma riqueza poética inaudita, é já um poema de antologia, de florilégio da melhor poesia brasileira.
Com sua licença gostaria de reproduzi-lo, um dia, no meu blog literário. Drummond não poderia ter uma homenagem melhor. Encantado, amiga, encantado estou.
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